A comunidade do Barreiro está em luto após a morte de Sixto Naranjo, o conhecido malabarista de rua colombiano de 56 anos, carinhosamente apelidado de ‘Puener’.
O artista, que há vários anos era uma figura familiar no cruzamento dos ‘Galitos’, junto a Santo André, foi vítima de um violento atropelamento enquanto trabalhava no domingo de Páscoa, 5 de abril de 2026. O acidente ocorreu às 19h24, quando um condutor perdeu o controlo da viatura e entrou em despiste na autoestrada A39, atingindo brutalmente o malabarista que entretinha os automobilistas junto aos semáforos.
O socorro foi prestado no local pelos bombeiros do Barreiro e de Alcochete, contando ainda com o apoio da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER) do Hospital do Barreiro. Enquanto o condutor do veículo sofreu apenas ferimentos ligeiros, Sixto Naranjo foi resgatado em estado muito crítico. Devido à gravidade das lesões, foi transportado de urgência para o Hospital Garcia de Orta, em Almada, onde permaneceu em coma, acabando por falecer no dia seguinte, segunda-feira.
A tragédia foi acompanhada por momentos de grande angústia para a família. A companheira de Sixto esteve várias horas sem notícias sobre o seu paradeiro, conseguindo apenas localizar o marido na unidade hospitalar já na segunda-feira. Bruce Sanchez, filho do malabarista, partilhou uma emocionada mensagem de despedida nas redes sociais, revelando que o pai atravessava um momento de grande realização pessoal por ter conseguido reunir a família em Portugal, trazendo a mulher e os outros três filhos para o país.
Este desfecho trágico interrompeu o percurso de um homem que procurava a sua subsistência através da arte de rua, deixando um vazio no quotidiano de quem passava regularmente por aquele cruzamento. A morte de ‘Puener’ serve como um lembrete doloroso dos riscos a que muitos trabalhadores informais estão expostos nas vias públicas, num caso que gerou uma onda de consternação e solidariedade entre os residentes do Barreiro e a comunidade colombiana em Portugal.