A batalha jurídica e familiar entre José Castelo Branco e o seu enteado, Roger Basile, atingiu um novo patamar de exposição este sábado, 4 de abril de 2026.
Em declarações exclusivas ao portal Dioguinho, o “Conde” quebrou o silêncio através de um comunicado escrito pelo próprio, onde lança graves acusações contra o filho de Betty Grafstein. Castelo Branco afirma ter provas de que foi vítima de um plano meticulosamente orquestrado por Roger, que incluiria a denúncia de violência doméstica e o alegado roubo do apartamento em Nova Iorque.
O Histórico de uma Relação Conturbada
No documento, José Castelo Branco recua a 1994, ano em que conheceu Betty, para contextualizar a relação fria entre mãe e filho. Segundo o socialite, Betty já teria, na altura, processos contra Roger e não mantinha contacto com ele. Castelo Branco descreve-se como “ingénuo” por ter incentivado o perdão e a reconciliação, algo que agora parece lamentar profundamente. O comunicado relata ainda episódios dramáticos do passado, como uma alegada tentativa de Betty se atirar de um carro em andamento na IC19, ilustrando a instabilidade que, segundo ele, sempre caracterizou a dinâmica familiar sob a influência da “cultura anglo-saxónica” de Roger.
Disputas Médicas e Herança
Um dos pontos mais sensíveis da declaração prende-se com a saúde de Betty Grafstein. José Castelo Branco acusa o enteado de ter sido contra a colocação de um pacemaker no coração da joalheira, uma intervenção que o “Conde” diz ter sido o único a defender. Castelo Branco reforça a ideia de que Roger sempre o viu como uma ameaça financeira e emocional, movido pelo medo de que o marido de Betty herdasse o património da família. “Sinto que entreguei a minha juventude, que me anulei por alguém que me fazia sentir amado”, confessa, revelando o choque de ver Betty escolher o lado do filho após décadas de dedicação da sua parte.
O “Cordeiro Sacrificado” e o Tribunal
Visivelmente exausto, José Castelo Branco descreve os danos morais e financeiros que sofreu, mencionando o período em que viveu “de hotel em hotel” e a sensação de traição por parte de quem considerava família. Apesar da mágoa, o socialite afirma que vive o presente e que continua a reinventar-se, recusando-se a baixar os braços perante o que considera ser uma injustiça gritante. “Sinto-me como um cordeiro sacrificado, usado para expiar os erros dos outros”, remata no comunicado.
O desfecho desta contenda está agora marcado para o próximo dia 20, às 11 horas da manhã (16 horas em Portugal Continental). Roger Basile será presente a um juiz na qualidade de réu, numa audiência definitiva que contará com a presença de José Castelo Branco. Este será o momento em que as provas mencionadas pelo “Conde” serão postas à prova, num julgamento que promete paralisar a atenção mediática tanto em Portugal como nos Estados Unidos.