O primeiro-ministro, Luís Montenegro, assinalou esta quarta-feira, 8 de abril de 2026, os dois anos do seu mandato com a partilha de um vídeo institucional que pretendia destacar a proximidade e os bastidores do seu percurso governativo.
Nas imagens, o chefe de Governo recorda o seu primeiro dia de funções e a viagem simbólica até à Assembleia da República, reforçando que o Parlamento é a “casa de todos os portugueses”. No entanto, o que deveria ser uma celebração política acabou por ser ofuscado por uma falha de segurança rodoviária que não passou despercebida aos internautas.
O detalhe que gerou uma onda de indignação nas redes sociais prende-se com o facto de, durante a viagem de carro, tanto Luís Montenegro como o seu motorista surgirem sem o cinto de segurança colocado. Sendo esta uma das principais causas de mortalidade nas estradas portuguesas e uma infração ao Código da Estrada, a ausência do dispositivo de segurança foi interpretada por muitos como um mau exemplo vindo da mais alta figura da governação.
As críticas multiplicaram-se rapidamente na publicação original, com vários seguidores a questionarem a responsabilidade pública do governante. “Luís, e o cinto?” e “É um grande exemplo do que não se deve fazer” foram alguns dos comentários que dominaram o debate, desviando o foco do balanço político para uma discussão sobre civismo e cumprimento das regras de trânsito. Especialistas do setor reforçam que, independentemente do cargo ou da solenidade do momento, a utilização do cinto é obrigatória e fundamental para a segurança de todos.
Até ao momento, Luís Montenegro ainda não reagiu oficialmente à polémica. O episódio serve, contudo, para ilustrar como pequenos detalhes em conteúdos de comunicação política podem gerar crises de imagem inesperadas, especialmente quando envolvem comportamentos que colidem com as normas de segurança e as campanhas de prevenção rodoviária que o próprio Estado promove junto da população.